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Como fazer QR Code grátis que não expira

Muito QR Code para de funcionar porque aponta pro servidor de outro. Veja como gerar link, texto, WhatsApp e Wi-Fi com o conteúdo dentro do desenho.

Equipe Provérbios11 min de leitura
Como fazer QR Code grátis que não expira

Você mandou imprimir dois mil cardápios com o QR Code do delivery. Seis meses depois, um cliente levanta o celular na mesa e diz que não abre. Você aponta a sua câmera para conferir: aparece uma página pedindo cadastro, ou um aviso de código desativado, ou simplesmente nada. Os dois mil cardápios viraram papel. O desenho continua ali, perfeito, quadradinho por quadradinho, e não leva a lugar nenhum.

Isso não foi defeito de impressão nem azar. Foi o tipo de QR Code que você gerou.

Para que serve

O gerador de QR Code cria códigos com o conteúdo gravado dentro do próprio desenho, em quatro tipos — link, texto, WhatsApp e Wi-Fi — e entrega o arquivo PNG pronto para imprimir, sem cadastro, sem marca d'água e sem limite de uso.

Essa frase parece detalhe técnico e é o assunto inteiro deste texto.

Por que tanto QR Code para de funcionar

Existem dois tipos de QR Code no mundo, e a diferença não aparece no desenho. São dois quadrados iguais, com os mesmos três alvos nos cantos, e nenhuma etiqueta dizendo qual é qual.

O primeiro guarda o conteúdo dentro dos quadradinhos. Se o código leva ao seu site, o endereço do seu site está literalmente desenhado ali. A câmera lê os quadradinhos, monta o endereço e vai direto. Não passa por ninguém no meio do caminho.

O segundo grava dentro do desenho um endereço curto do serviço que gerou o código. Quem aponta a câmera cai primeiro no servidor daquela empresa e só de lá é reencaminhado para você. Isso existe por um motivo legítimo: permite trocar o destino depois de impresso e contar as leituras. Mas cria dependência permanente. O código funciona enquanto aquele serviço quiser: acabou o período de teste, estourou o limite de leituras, a empresa mudou o plano ou fechou — o desenho continua igual e o caminho morreu. E não avisa. Você descobre pelo cliente, no balcão, meses depois.

O nosso é sempre do primeiro tipo. O conteúdo é gravado dentro do desenho, no seu próprio navegador, e a leitura nunca passa por nós. Se este site sair do ar amanhã, os seus códigos continuam funcionando exatamente igual.

A contrapartida é honesta e você precisa saber dela antes de mandar imprimir: como o conteúdo está gravado no desenho, não dá para trocar o destino depois. Se o endereço mudar, é código novo e peça nova. Por isso, para material impresso que vai durar, aponte sempre para uma página que seja sua e que você não pretende mudar de lugar.

ComportamentoConteúdo dentro do desenho (o daqui)Desenho que aponta para o servidor de outro
Continua funcionando se o gerador sumirSimNão
Depende de cadastro, plano ou limite de leiturasNãoDepende do serviço
Dá para trocar o destino depois de impressoNãoSim
Conta quantas pessoas leramNãoEm geral sim
DesenhoMais denso conforme o conteúdo cresceSempre curto e leve
O que pode quebrar depois da tiragemSó o destino, se você tirar do arO destino e o intermediário

Se contar cliques for realmente importante para você, existe um caminho consciente: colocar dentro do código um endereço do encurtador com contador de cliques. Só entre nessa sabendo que você está trocando independência por medição. Para adesivo de fachada e material impresso de longa duração, o endereço direto continua sendo a escolha mais segura.

Como usar, passo a passo

  1. Escolha o tipo na fileira de botões do topo. São quatro: "Link / URL", "Texto", "WhatsApp" e "Wi-Fi". Cada um pede só o que precisa, e trocar de aba não apaga o que você já digitou nas outras.
  2. Preencha o campo do tipo escolhido. Em "Link / URL" existe o campo "Endereço do site ou da página" — se faltar o https na frente, ele entra sozinho e a ferramenta avisa. Em "Texto", o campo "Texto que vai dentro do QR Code" aceita até 1200 caracteres, com contador embaixo. Em "WhatsApp", você preenche "DDD + número do WhatsApp" e, se quiser, "Mensagem que já vem digitada".
  3. Escolha o "Tamanho da imagem". São três opções, com a indicação de uso em cada uma: 512 px para tela e redes sociais, 1024 px para impressão até A5, 2048 px para cartaz e adesivo grande. Na dúvida entre dois, pegue o maior: sobra resolução, não falta.
  4. Escolha a "Correção de erro". Média é o padrão e serve para quase tudo. Alta é para vitrine, adesivo e lugar que suja ou risca. Máxima é obrigatória se você vai colar um logo no centro do código. Quanto maior a correção, mais o código continua legível mesmo danificado (norma ISO/IEC 18004) — e mais denso fica o desenho.
  5. Confira o quadro "O que está dentro do código". Ele aparece embaixo do resultado e mostra, em texto puro, exatamente o que foi gravado no desenho. É a sua chance de ver um endereço errado antes de a gráfica ver.
  6. Clique em "Baixar PNG". O arquivo sai pronto para uso e impressão. O botão "Copiar conteúdo" copia o texto que está dentro do código, útil para colar num e-mail para a gráfica ou para conferir com calma.
  7. Teste antes de mandar imprimir. Aponte dois celulares diferentes, um Android e um iPhone, e confirme que abre o que deveria abrir. Depois imprima uma prova no tamanho real e repita o teste no papel, na luz do lugar onde a peça vai ficar.

A aba Wi-Fi, campo por campo

Essa é a aba que mais rende em comércio e a que mais tem detalhe escondido. Ela grava a rede e a senha dentro do desenho: quem aponta a câmera conecta sem digitar nada.

  • "Nome da rede (SSID)" — escreva exatamente como aparece na lista de redes do celular, com as mesmas maiúsculas e os mesmos acentos. Um caractere diferente e o celular não encontra a rede. Copie da própria lista se tiver dúvida.
  • "Tipo de segurança" — o menu tem três opções: "WPA / WPA2 / WPA3 (o mais comum)", que atende praticamente todo roteador atual; "WEP (redes antigas)", que só aparece em equipamento bem velho; e "Rede aberta (sem senha)", que esconde o campo de senha.
  • "Senha da rede" — o campo mostra a senha na tela em vez de esconder, para você conferir letra por letra. Em WPA, senha com menos de oito caracteres é recusada, porque o padrão não aceita. A senha é gravada dentro do desenho e não é enviada para lugar nenhum: tudo acontece no seu navegador.
  • Caixa "Minha rede está oculta" — marque se o nome da sua rede não aparece na lista de Wi-Fi do celular. Sem essa marcação, o QR Code simplesmente não conecta em rede escondida, e o sintoma é confuso: parece que o código está errado quando é só essa caixa desmarcada.

Um aviso que a própria ferramenta dá e vale repetir: quem apontar a câmera entra na sua rede. Não use esse código na rede em que ficam o computador do escritório e a maquininha. Configure no roteador uma rede separada de visitantes, e é dela que sai o QR Code da parede.

O código que depende de um intermediário morre quando o intermediário some.
O código que depende de um intermediário morre quando o intermediário some.

Onde isso rende de verdade

O QR Code resolve um problema chato de qualquer PME: virar peça física em ação digital sem o cliente digitar nada.

Restaurante, bar e lanchonete

Dois códigos por mesa resolvem o dia inteiro: um de link com o cardápio e outro de Wi-Fi para o cliente conectar sozinho. Some o adesivo do WhatsApp na porta e no balcão, com a frase pronta perguntando sobre delivery, gerado no gerador de link do WhatsApp.

Loja de rua e comércio de bairro

O código na vitrine trabalha quando a loja está fechada. Quem passa às 21h e gosta de uma peça aponta a câmera e cai no seu WhatsApp com a mensagem já digitada. No dia seguinte você abre com conversa esperando em vez de vitrine muda.

Oficina, clínica e prestador de serviço

QR Code no orçamento em papel, na ordem de serviço e no adesivo que fica no vidro do carro ou na geladeira do cliente. Quando ele precisar de novo, não procura seu telefone: aponta a câmera. Em consultório, um código de Wi-Fi na recepção economiza a pergunta que se responde vinte vezes por dia.

Escola, curso, hotel e pousada

Ficha de matrícula, mural, quarto e recepção. Wi-Fi impresso num cartão em cima da mesa acaba com a senha escrita à mão que ninguém consegue ler. E o código do formulário no mural funciona melhor que o endereço do site por extenso, que ninguém digita.

PeçaTamanho impresso do códigoArquivo para baixar
Cartão de visita e etiqueta2 a 2,5 cm1024 px
Panfleto, cardápio e adesivo de balcão3 a 4 cm1024 px
Cartaz A3 e display de loja10 a 20 cm2048 px
Fachada, placa e adesivo de carro1 cm para cada 10 cm de distância de leitura2048 px

A linha de baixo é a que salva mais peça: 1 cm de lado para cada 10 cm de distância de leitura. Cartaz lido a dois metros pede um código de mais ou menos 20 cm. E nunca menor que 2 por 2 cm — abaixo disso a câmera perde os quadradinhos em celular mais simples.

Na parede, o que decide a leitura é tamanho, contraste e a margem vazia em volta.
Na parede, o que decide a leitura é tamanho, contraste e a margem vazia em volta.

Erros que estragam o resultado

  • Imprimir pequeno demais e longe demais. É o campeão. O designer encaixa o código num cantinho de 1,5 cm e a peça inteira se perde. Aplique a regra de 1 para 10 e respeite o mínimo de 2 cm, mesmo que precise mexer no layout.
  • Inverter o contraste ou colocar imagem atrás. A câmera espera código escuro sobre fundo claro. Claro sobre escuro muitos leitores não reconhecem, e foto, estampa ou degradê atrás atrapalham. Fundo branco liso, sempre.
  • Esticar o código ou encostar coisa na margem. Ele precisa continuar quadrado: redimensione travando a proporção, nunca puxe só a largura para preencher um espaço. E a borda vazia em volta faz parte do código — é ela que diz ao leitor onde o desenho começa. Não encoste texto, logo nem a faca de corte nela.
  • Colar o logo no centro sem subir a correção. O logo tapa parte dos dados. Se você vai fazer isso, escolha "Máxima" na correção de erro antes de baixar, mantenha o logo pequeno e nunca em cima dos três quadrados dos cantos, que são os pontos de referência do leitor.
  • Aprovar a tiragem só olhando na tela. No monitor funciona quase sempre. No papel entram acabamento, luz e distância. Verniz brilhante e plástico espelhado criam reflexo que cega a câmera: peça acabamento fosco e teste a prova impressa antes de liberar a gráfica.

Perguntas frequentes

O QR Code gerado aqui expira?

Não expira e não depende de nós. O conteúdo fica gravado dentro do próprio desenho, então o código funciona para sempre, mesmo que este site saia do ar. Não existe limite de leituras nem período de teste. A única coisa que pode parar de funcionar é o destino: se o endereço do site que você colocou dentro dele sair do ar ou mudar, o código continua válido mas leva a uma página que não existe mais.

Posso usar comercialmente? Tem marca d'água?

Pode usar em qualquer peça comercial, sem pagar nada e sem pedir autorização. O padrão QR Code é aberto e de uso livre, e os códigos gerados aqui saem limpos, sem marca d'água, sem logo de ninguém e sem cobrança depois. Use em cartão de visita, embalagem, panfleto, vitrine, cardápio, uniforme, carro e anúncio à vontade.

Funciona para Pix?

Para Pix, quem deve gerar o código é o seu banco ou a sua maquininha, no aplicativo deles — e é por isso que não geramos esse tipo aqui. O QR Code de Pix não é um texto qualquer: ele carrega um código padronizado com a sua chave, o valor e um dígito verificador (Banco Central). Se um caractere sair errado, o pagamento pode falhar ou ir para o lugar errado. No aplicativo do seu banco, procure por "Receber com Pix" ou "Pix Copia e Cola".

Preciso de aplicativo para criar ou para ler?

Não precisa dos dois lados. Aqui você gera direto no navegador, sem instalar nada e sem cadastro, no computador ou no celular. E quem vai ler também não instala nada: a câmera nativa do iPhone e da maioria dos celulares Android reconhece QR Code sozinha, é só apontar e tocar no aviso que aparece na tela (suporte da Apple).

O código leva o cliente até a porta. Alguém precisa atender

O QR Code faz uma coisa só e faz bem: encurta a distância entre o mundo físico e a conversa. Quando funciona, o efeito é imediato — mais gente da vitrine, do cardápio e do panfleto chegando no seu WhatsApp, inclusive fora do horário.

E é aí que aparece o gargalo seguinte, que desenho nenhum resolve: código colado na parede não escolhe hora. Ele traz gente no domingo, no meio da feira e nos vinte minutos em que o balcão está cheio. Ou seja, o movimento chega em rajada, exatamente quando não sobra ninguém livre para responder. É por isso que quem imprime QR costuma esbarrar no limite do atendimento antes de quem só tem site: o código funciona rápido demais para uma operação que responde na sobra do dia.

Segurar rajada é o que o Provérbios faz: a pessoa que apontou a câmera recebe resposta no mesmo minuto, o que ela perguntou fica registrado, e o time encontra a conversa organizada quando volta ao balcão. Antes de mandar imprimir mil adesivos, vale olhar as funcionalidades de atendimento e funil e decidir quem atende o movimento que o código vai gerar.

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